08 Sep

O Grande (mas grande mesmo) Colisor de Hádrons

Corram por suas vidas!! Fujam para as montanhas!! Uma arma de destruição em massa pior até mesmo que a Estrela da Morte está para entrar em funcionamento: cientistas do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) ligarão o esperado por uns e temido por outros LHC. Esta arma demoníaca poderá provocar, entre outras coisas, a criação de pequenos buracos negros, que sugariam o planeta e todos os que estiverem nele.

LHC

Vai dizer que isto não dá medo?

Agora sério: nesta quarta-feira (10), entrará em funcionamento o LHC, um aparelho enorme, que vai possibilitar o estudo de partículas nunca vistas. A idéia de como este treco vai funcionar é relativamente simples: feixes de prótons vão ser acelerados até 99,99% da velocidade da luz em direções contrárias e, então, vão colidir. Simples assim.

Esta colisão pode levar a criação de partículas elementares desconhecidas até então e, segundo cientistas, partículas que existiram logo após ao Big Bang. Uma destas partículas e, com certeza, a mais esperada, é o Bóson de Higgs, chamada carinhosamente de “a partícula de Deus”. Segundo a teoria conhecida como “Modelo Padrão”, que, simplificando muito, lista todas as partículas que foram “usadas” no universo, a existência deste Bóson de Higgs explicaria como todas as outras partículas adquirem sua massa.

O grande problema da teoria até agora é que nunca foi encontrado nenhum sinal da existência destas “partículas de Deus”. Nenhum acelerador de partículas teve potência suficiente para produzir estas partículas. Até agora. O LHC está aí para isso.

Mas afinal, o que é este tal de LHC?

LHC é a sigla em inglês para Grande Colisor de Hádrons, um acelerador de partículas muito, mas muito grande localizado na fronteira entre a Suíça e a França e faz parte do complexo do Cern, o maior laboratório europeu de física de altas energias. É um “anel” com cerca de 27km de circunferência enterrado a uma profundidade que varia entre 50 e 150m. Esta brincadeira já custou mais de 3 bilhões de euros - quase 7,5 bilhões de reais ou 7,5×109 reais.

O circulo representa a localização do LHC. Grande, não?

O círculo representa a localização do LHC. Grande, não?

Como funciona?

Imãs muito, mas muito fortes mesmo aceleram os prótons - pra quem faltou nas aulas de química, são particulas com carga positiva - a uma velocidade de 99,99% da velocidade da luz (muito, mas muito rápido mesmo) dentro deste enorme tubo que é o LHC. Quando estes prótons que estão viajando a uma velocidade muito, mas muito rápida mesmo colidem uns com os outros, há a formação de uma quantidade e uma variedade muito, mas muito grande mesmo de partículas elementares. Por meio de seis detectores diferentes, os cientistas analisam as partículas formadas nesta porrada.

O que eles querem com isto?

Há uma grande quantidade de análises diferentes que serão feitas no LHC. Os cientistas procuram, acima de tudo, identificar o Bóson de Higgs, uma partícula sub-atômica que nunca foi descoberta mas que todos sabem que existe em algum lugar. Além disto, os cientistas do Cern vão tentar recriar dentro deste acelerador de partículas as condições do universo logo após o Big Bang e também procuram descobrir por que tudo é formado por matéria, e não anti-matéria. Além disto tudo, eles buscam saber se existem outras dimensões no espaço, além das três conhecidas.

Medo desse troço!!

Um grupo de cientista tenta evitar que o LHC entre em funcionamento. Eles afirmam que o acelerador de partículas não é seguro o suficiente, ainda mais devido ao fato que poderá formar alguns mini-buracos negros durante os experimentos. Estes mini-buracos negros poderiam, segundo os cientistas que são contra o funcionamento do LHC, destruir o planeta por completo. Mas fique tranquilo: a maioria esmagadora dos físicos (você confia neles?!?) afirma que não há perigo algum: estes buracos negros são muito pequenos e se auto-destruiriam em um período de tempo muito, mas muito pequeno mesmo.

O problema mesmo deste negócio é a criação de o que os físicos de partículas chamam de “strangelets”: partículas de um tipo de matéria que não existe normalmente. E é aí que entra a parte legal: quando um strangelet toca o núcleo de um átomo normal, este átomo se transforma em um strangelet, gerando uma reação em cadeia que destruiria o mundo inteiro. Mas, felizmente, segundo os cientistas, o risco de isto acontecer é muito pequeno.

Vale a pena o risco?

Segundo os cientistas envolvidos no projeto, o LHC vale todo o risco que estamos correndo. O desenvolvimento da ciência e o entendimento do universo que serão alcançados quando ocorrerem estas colisões de partículas seria muito, mas muito maior mesmo que o risco que o planeta está correndo.

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3 Responses to “O Grande (mas grande mesmo) Colisor de Hádrons”

  1. 1
    gvenske Says:

    aí está o predecessor do capacitor de fluxo! hahaha
    ei, se algum avião passar enquanto isso estiver funcionando, vai cair! a não ser que os caras lá estejam digitando 4,8,15,16,23,42!
    hahahahaha

  2. 2
    Pablo Says:

    Hmmm… Vamos pensar: grande desenvolvimento científico ou destruição do planeta todo? hmmm… Bom, com o desenvolvimento científico, poderemos fazer muita coisa! Mas se o mundo for destruído, pra que nos servirão esses avanços científicos?? Nessas horas, eu penso q esses cientístas realmente não sabem o que estão fazendo…
    hmmm…

  3. 3
    Gustavo Says:

    Bom. como já disse o QF do Efeito Ázaron: ciencia é o que a gente diz que faz quando não sabe o que tá fazendo. :)

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